Como utilizar a lista de substituição de alimentos com seus pacientes

Tanto nutricionistas quanto pacientes sabem que nem sempre é fácil seguir à risca um cardápio desenvolvido especialmente para o indivíduo, baseado em suas preferências e aversões alimentares. Por exemplo, sabemos que não é todo dia que acordamos com vontade de comer uma maçã.

Um cardápio é desenvolvido pelo nutricionista com o objetivo de facilitar e orientar a vida do paciente sobre o que ele deve ou não comer, em qual horário, como preparar os alimentos e assim por diante. Mas é claro que é possível ingerir outras frutas, verduras e preparações e evitar que a alimentação se torne monótona. É para isso que serve a Lista de Substituição de Alimentos (LSA). Ela pode ser preparada somente para um paciente ou disposta em locais públicos como creches, asilos e escolas.

A intenção com a LSA é oferecer opções de alimentos dentro de um grupo com características semelhantes, incluindo calorias, macro e micronutrientes. A lista permite que o nutricionista não discorra sobre tudo o que pode ser consumido em um cardápio apenas – eles se tornariam extensos e confusos de compreender. Além disso, com as trocas possíveis em mãos, o próprio paciente pode montar e variar seu cardápio, sem precisar recorrer ao profissional a todo momento – nunca deixando de lado as orientações “originais” do profissional. Veja dois exemplos abaixo:

Substituindo os vegetais

Verduras podem ser variadas entre si sem restrições. Uma dica é acompanhar os preços no mercado, conhecendo se é a época do alimento ou não. Muitas vezes, seja por hábitos familiares, seja por hábitos regionais, tendemos a consumir sempre os mesmos tipos de verduras todos os dias. Não é uma situação ruim, mas certamente é prazeroso descobrir novos sabores, não é? Leve a lista de verduras possíveis para o supermercado para lembrar os diversos tipos que você pode comprar.

Substituindo os alimentos energéticos

Veja que simples se torna a preparação do seu almoço quando você sabe que 4 colheres de sopa de arroz equivalem a 3 colheres de sopa de purê batata, aipim ou inhame? E que 3 colheres de sopa de quinoa têm as mesmas calorias e concentrações de carboidratos que 2 colheres de sopa de aveia em flocos? O objetivo é aproveitar o que você tem em casa aliando à vontade de comer.

Variando o cardápio

Assim, a LSA é de fundamental valor ao nutricionista durante a prescrição dietética, educação nutricional e confecções de cardápios, trazendo benefícios para pessoas saudáveis ou com patologias. Ele pode se basear em calorias e nutrientes específicos quando fizer a LSA: carboidratos, proteínas, vitaminas, etc. Uma dica importante é atentar e produzir uma LSA adequada à rotina do paciente, às situações financeira e social.

Nutricionistas, usem a criatividade para propor possíveis substituições dentro de cada grupo principal (carboidratos, proteínas, gorduras, fibras alimentares, micronutrientes). Pacientes, deixem a LSA fazer parte do seu dia a dia, pois isso pode facilitar muito o seguimento de sua dieta, sempre relembrando a proposta do cardápio para não fazer trocas “erradas” (ex.: não comer as 4 colheres de sopa de arroz integral para substituir por 4 unidades de cream craker todo dia no almoço).

E você? Costuma utilizar listas de substituição de alimentos? Conte para nós!

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9 comentários sobre “Como utilizar a lista de substituição de alimentos com seus pacientes

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