Como melhorar a orientação de pacientes diabéticos

O planejamento alimentar do paciente diabético deve ser feito tão logo é realizado o diagnóstico da doença. Tendo como base ideal a inclusão de todos os grupos alimentares, o tratamento deve ser individualizado para que, caso a caso, seja determinada a quantidade do alimento a ser consumida. Essa orientação precoce já ajudará a melhorar a glicemia uma vez que atenua a ansiedade em relação à alimentação.

Após a anamnese, da qual não pode faltar uma investigação a respeito dos hábitos alimentares pregressos e atuais e também sobre o funcionamento do tubo digestório (eliminações fisiológicas, glândulas, anexas, mastigação e problemas no estômago), deve começar a prescrição do plano alimentar propriamente dito. Algumas providências, no entanto, podem ser tomadas para a orientação do paciente diabético.

Recordatório de 24 horas traça panorama

Uma das estratégias é o recordatório de 24 horas, um registro de quando, onde e o que foi ingerido nas 24 horas anteriores e que é complementado por um questionário de frequência de consumo alimentar no qual os alimentos são classificados por grupos. Esse panorama permite que o nutricionista perceba inadequações de ingestão energética, por exemplo, bastante comuns nos pacientes mais idosos, e também em relação aos percentuais de macronutrientes, mais comuns nas mulheres. É possível observar também consumos inadequados de cálcio, potássio, sódio e magnésio comuns a ambos os sexos.

Passa a ser possível, portanto, dar explicações mais detalhadas e enfáticas a a respeito da importância da modificação dos hábitos alimentares para o controle da doença. Ao mesmo tempo, também propicia a criação de um perfil alimentar para a dieta baseado nas preferências do paciente, de forma que a prescrição seja mais fácil de ser seguida e restrição de alimentos menos dolorosa, fazendo substituições pontuais que tornem o plano alimentar mais agradável sempre que possível.

Pirâmide alimentar procura garantir proporcionalidade entre os grupos

O que se verifica é que, na maioria das vezes, a dieta alimentar para uma pessoa diabética não é assim tão distante da considerada ideal para o público em geral. Afinal, uma alimentação equilibrada deve conter todos os principais nutrientes: vitaminas, fibras vegetais, sais minerais, proteínas, carboidratos, gorduras e água.

A adoção da pirâmide alimentar, portanto, procura garantir a proporcionalidade de todos os grupos alimentares e a quantidade ideal do consumo diário. O fracionamento da dieta, portanto, é um ponto crucial para os diabéticos, uma vez que evita episódios de hipo e hiperglicemia, distribuindo a alimentação de 5 a 6 refeições por dia, com o consumo de pequenas quantidades de alimentos variados a cada 3 horas.

Da mesma forma, deve-se dar preferência aos alimentos cozidos, grelhados e assados, evitando frituras e alimentos gordurosos, assim como o sal, que deve ser substituído por ervas aromáticas, limão e vinagre. Além de realçar o sabor e dar mais cor aos alimentos, os temperos naturais agregam mais valor nutricional. Outra orientação deve ser a ingestão de alimentos verdes, começando a refeição sempre pelas saladas de legumes e verduras variadas, o que aumenta sensação de saciedade e reduzindo a ansiedade na hora da refeição.

Fator emocional também interfere na alimentação

É importante levar em consideração, também, que o fator emocional tem grande influência na alimentação do paciente de diabetes, que muitas vezes sente-se definitivamente lesado nos prazeres à mesa. É preciso, portanto, trabalhar a aceitação da doença para que ele possa sentir-se aberto às substituições, que podem ser bastante prazerosas. A resistência ao tratamento é um dos fatores mais prejudiciais, e muitas vezes alimentos diet são rejeitados por preconceito ou pura revolta, tornando a vida alimentar mais difícil sem necessidade. É preciso compreender que, apesar de o sabor não ser o mesmo, é possível se alimentar de forma saborosa e ter prazer com o consumo de produtos diet, por exemplo, que têm total ausência de açúcar, assim como grãos integrais.

O paciente de diabetes pode conviver satisfatoriamente com a doença desde que faça o tratamento adequado e leve a sério as restrições alimentares, mas precisa compreender que sua qualidade de vida pode melhorar ainda mais se for aberto às substituições. Além de prescrever uma dieta individualizada, baseada nos fatores físicos mas também nas preferências pessoas, cabe ao nutricionista abraçar também a melhor abordagem para que ele sintam-se integrado à sociedade.

Quer saber mais sobre o assunto? Compartilhe conosco a sua dúvida aqui nos comentários que nós responderemos com outro post!

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