3 erros que o Nutricionista não pode cometer

Você já deve ter reparado que muitos pacientes abandonam o tratamento pelo meio do caminho. Mas você já se perguntou se você mesmo não carrega uma parcela de responsabilidade nesse abandono? Todos os aspectos relativos à alimentação do paciente devem ser de interesse do nutricionista: essa é a primeira regra clara e básica para qualquer profissional da área. Ela é ampla o suficiente para fazer o nutricionista pensar de forma holística, integrando ações e conhecimentos, mas, ainda assim, não consegue evitar que o profissional cometa, por vezes, erros grosseiros. Afinal, há vários cuidados na prescrição de dietas nutricionais que devem ser levados muito a sério na rotina do consultório. Acompanhe a seguir 3 erros que o nutricionista não deve cometer e ao final, fique atento: falaremos sobre o que todo nutricionista deve saber. Começaremos pelos erros:

1. Não ter amplo conhecimento sobre a composição dos alimentos

Não basta saber a que grupo pertencem, é preciso saber, sim, a composição de cada alimento para fazer a combinação mais adequada a cada caso. A dietoterapia para emagrecimento, por exemplo, consiste em produzir balanço de energia negativo não só para reduzir o peso, mas também para melhorar a composição corporal, restabelecendo a saúde. Dessa forma, é possível fazer um planejamento de restrição calórica moderada, de baixo valor calórico ou de muito baixo valor calórico, atingindo seus objetivos de forma saudável e segura.

2. Estar desinformado sobre o efeito dos alimentos no organismo do paciente

Esse tipo de desinformação pode facilmente levar a intervenção ao fracasso, uma vez que o próprio paciente se sente desconfortável com a dieta. Esta, por sua vez, deve ser elaborada levando em conta os hábitos alimentares do paciente, do seu paladar e dos alimentos disponíveis em sua região, dependendo da época do ano. É necessário também muita atenção ao histórico do cliente: por exemplo, você não vai prescrever a um paciente que tenha Síndrome do Intestino Irritável alimentos ricos em fibras combinados a outros alimentos que também facilitem o trato intestinal.

3. Transmitir as informações de forma pouco clara ou muito técnica

É preciso bastante atenção também em relação à forma como as informações são passadas para o paciente. Muitos profissionais têm um grande conhecimento técnico, mas não conseguem “traduzir” as informações necessárias para os pacientes de forma adequada, gerando desinteresse e até desconfiança. Algumas vezes o paciente pode dizer ter entendido, mas em casa começa a duvidar do tratamento, segue a dieta sem segurança e pode acontecer até de trocar de nutricionista ou simplesmente largar a dietoterapia no meio do caminho. Ao passar as informações de forma adequada, em linguagem clara, leiga e de forma bem explícita, você estará motivando o paciente a seguir com o tratamento. Não esqueça que, mais do que um profissional, o nutricionista deve também ser um parceiro de jornada, estabelecendo uma relação de cumplicidade.

Agora, vejamos o que todo nutricionista deve saber:

O que todo nutricionista deve saber

Na elaboração da dieta nutricional, é preciso levar em consideração vários fatores, como o gosto pessoal do paciente, sua disponibilidade orçamentária, facilidade para fazer atividade física, história clínica, objetivos a serem alcançados, capacidade física de ingestão de alimentos, intolerâncias alimentares, alterações gastrointestinais e muitos outros dados que mostrarão a você quem é essa pessoa que está procurando auxílio.

No meio disso tudo, no entanto, é preciso estar atento também para o lado emocional do paciente e a reação que determinados alimentos provocam no organismo. Por isso, é preciso que o nutricionista consiga relacionar seu histórico alimentar ao quadro emocional, prescrevendo uma dieta nutricional que procure equilibrar também a área da ansiedade.

É o caso, por exemplo, dos alimentos picantes, que não costumam ser bem processados por pessoas com altos níveis de estresse, pois desaceleram o metabolismo e tornam a digestão mais lenta, fazendo com que o alimento fique mais tempo no estômago e cause refluxo.

Por outro lado, pessoas que costumam cair no doce quando estão estressadas, na realidade apenas alimentam o estresse e a ansiedade, já que o açúcar no sangue causa irritabilidade e aumenta o desejo de comer.

Concluindo (e repetindo)

Não erre: conheça a fundo a composição dos alimentos, informe-se sobre os efeitos que eles podem causar e o histórico do seu paciente, prescreva e explique a dieta da forma mais clara e objetiva possível. Acerte: escute o seu paciente –  da disponibilidade orçamentário ao lado emocional –, tudo é importante para que o tratamento não seja abandonado e para que o seu consultório seja palco para mais casos de sucesso.

Ficou alguma dúvida? Quer saber mais sobre algum outro assunto? Deixe aqui a sua sugestão e nós responderemos com outro post!

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