A Nutrição Clinica Funcional para Diabete Mellitus

Na Nutrição Funcional temos como alicerce que a alimentação saudável deve fazer parte das estratégias para a redução do risco de diabetes e resistência à insulina. Além de fornecer todos os nutrientes essenciais para nossas reações bioquímicas vitais, a alimentação adequada também favorece o consumo de compostos bioativos que reduzem os fatores inflamatórios que, por sua vez, aumentam o risco destas alterações glicídicas.

O que se pode dizer é que alimentos ricos em fibras solúveis presentes em frutas, verduras, cereais, leguminosas, apresentam efeitos evidentes na prevenção do diabetes. São classificadas de acordo com sua solubilidade em água podendo ser solúveis e insolúveis. As fibras solúveis, usadas no tratamento do diabetes, retardam o esvaziamento gástrico, absorção da glicose e reduzem o colesterol. As insolúveis aceleram o transito intestinal e aumentam o peso das fezes.
As fibras solúveis presente na aveia, nas frutas, nas leguminosas, formam um gel esponjoso no intestino promovendo uma liberação lenta dos nutrientes para corrente sanguínea. No caso do diabetes isso proporciona um aumento lento e gradual da concentração de glicose no sangue, tornando bem mais fácil o controle pelo organismo. Além disso, as fibras também tornam as células mais sensíveis à insulina, sendo, portanto também eficaz no controle do diabetes tipo II.

A banana verde é um alimento rico em fibras, por causa do amido resistente e de baixo índice glicêmico, ou seja, apresenta digestão e absorção mais lentas. A quantidade de glicose liberada no sangue ocorre de forma gradativa, o que auxilia na manutenção de níveis adequados de glicose no sangue. Assim, há uma redução na quantidade de insulina necessária para essa manutenção, poupando as células do pâncreas. Estudos mostram que produtos de banana verde fazem com que haja uma queda na liberação de insulina plasmática, o que indica uma possível menor resistência periférica à insulina.

A farinha da casca do maracujá é rica em pectina, fibra solúvel capaz de reter água formando géis viscosos que podem alterar o tempo de esvaziamento gástrico (retardando-o), aumentar a saciedade e alterar o trânsito intestinal, retardando o tempo de absorção dos carboidratos simples. Por se tratar de um subproduto rico em pectina, a farinha da casca de maracujá é eficaz no controle do diabetes. A pectina apresenta ações hipoglicemiantes, contribuindo com a melhora da intolerância à glicose. Assim, ajuda a normalizar os níveis sanguíneos de insulina e glicose.

Além das fibras, podemos citar a importância das frutas ricas em antocianinas – como jabuticaba, uvas, amora, e demais frutas vermelhas. Observou-se que o consumo de fontes de antocianinas – aproximadamente 17g de frutas vermelhas por dia – está associado a redução de 18% do risco de diabetes.

O gengibre é outro exemplo que pode ser incorporado nas estratégias.  Estudos envolvendo o consumo de gengibre por 3 meses, verificou-se redução significativa de glicemia, hemoglobina glicada e insulina, em comparação ao grupo que recebeu placebo.

Os benefícios das brássicas também devem ser ressaltados. Um estudo conduzido com pacientes obesos e diabéticos constatou redução da glicemia de jejum e hemoglobina glicada, justificada pela atuação dos sulforafanos na supressão da neoglicogênese.

 

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Maria Emilia Machado França – CRN4 91100002

Fitoterapeuta pela VP / Comportamento alimentar pelo IPGS

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