Benefícios do óleo de coco e seu uso

Queridinho por muitos e alvo de crítica por outros, o óleo de coco divide opiniões. Mas vamos entender, primeiro, suas características. Ele é um óleo vegetal, com um gosto bem característico, rico em gordura saturada é formado por triglicerídeos de cadeia média, uma forma de gordura absorvida e metabolizada facilmente pelo fígado. 

Inicialmente, o óleo de coco ficou conhecido por ajudar no emagrecimento. Inventaram, inclusive, dietas do óleo de coco, que prometiam um emagrecimento rápido, graças ao uso do ingrediente culinário. Acontece que nenhum alimento isolado faz milagre. Nesse sentido, o óleo de coco não emagrece. Não adianta. Ele até pode ser um facilitador, mas não tem essa capacidade isolada.

É importante lembrar que quando falamos em gorduras e óleos, estamos nos referindo a ingredientes culinários, não grupos alimentares. Por isso, mais interessante do que aumentar o uso do óleo de coco, é incluir no seu dia a dia fontes de gorduras boas, como azeitona, coco, abacate, oleaginosas, etc.

Com exceção de alguns casos, como para estratégias de pré ou pós treino, se você pretende consumir o óleo de coco, o ideal é substituí-lo, usá-lo no lugar de outros óleos, não adicioná-lo a mais na sua rotina. Lembrando que o ponto de fumaça desse óleo é 180 ºC, ou seja, nessa temperatura o óleo se torna tóxico e perde suas propriedades. 

Isso significa que o óleo de coco não traz benefícios? Não, pelo contrário! Ele tem capacidades anti bactericidas e antifúngicas, promove saciedade e, em comparação a outras gorduras, como a manteiga, tem um impacto menor no colesterol total e aumento do LDL, conhecido como “colesterol ruim”. 

No entanto, ele ainda é uma gordura, com uma alta densidade calórica e maior concentração de gordura saturada. Uma colher de sopa de óleo de coco, com 15g, tem cerca de 130 calorias e 15g de gordura, sendo que 13g são de gorduras saturadas. Mesmo que em melhor composição deste óleo, o consumo excessivo dessa gordura está associado ao aumento do colesterol total e doenças cardiovasculares. 

 

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Se você quer consumir o óleo de coco, uma dica é, caso você tenha facilidade de acesso, procurar um médico e pedir um lipidograma. Com esses valores em mãos, após um mês consumindo o óleo de coco, faça esses exames novamente. O que mudou? Como você se sentiu? Qual foi o impacto do óleo de coco? Assim, você vê os benefícios individualmente.

Mais importante do que seguir qualquer modismo, é escutar seu corpo e ter um acompanhamento nutricional de qualidade. Na dúvida, sempre consulte um nutricionista!

 

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Luana Carneiro Toro T-117879

 

*O texto é de inteira responsabilidade do(a) autor(a) e não reflete a opinião da empresa. O blog é aberto caso outro(a) profissional queira escrever um contraponto.

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