Enxaqueca e alimentação: qual a relação?

Você sabia que a enxaqueca e alimentação estão relacionadas? Confira mais sobre o tema:

A enxaqueca é um distúrbio de cefaleia (dor de cabeça) incapacitante que pode variar em relação a intensidade da dor e aos sintomas associados, ou seja, ao apresentar uma crise de enxaqueca, diversos pacientes podem responder de uma forma diferente a dor.

Fatores relacionados à enxaqueca

Normalmente, a sintomatologia comumente associada a este distúrbio, refere-se a: náuseas, vômitos, sensibilidade ao movimento e sensibilidade à luz (fotofobia). As causas que levam a enxaqueca, tanto quanto sua fisiopatologia, ainda é são pouco compreendidas. No entanto, a literatura aponta alguns fatores aos quais a enxaqueca possa estar relacionada. Entre eles:

  • Distúrbios psiquiátricos (incluindo depressão e ansiedade);
  • Distúrbios do sono;
  • Fadiga;
  • Fatores de risco cardiovascular (hipertensão, diabetes, obesidade);

Entre outros, não necessariamente nesta ordem. Como dito, a fisiopatologia da enxaqueca ainda segue um pouco obscura, entretanto, os estudos tem demonstrado uma forte influência da alimentação, a qual pode servir de gatilho para a intensificação dos sintomas citados anteriormente. 

Acontece que, os fatores nutricionais podem afetar diversos mecanismos, e existem alimentos que de maneira individual podem piorar a enxaqueca. A avaliação deve ser feita de maneira individual, observando com cautela qual alimento tem desempenhado um aumento na intensidade das dores e nos demais sintomas.

Enxaqueca e alimentação: gatilhos

  • Café, chocolate (tudo que leva cafeína em sua composição)
  • bebidas alcóolicas
  • Glutamatomonossódico (realçador de sabor, presente em temperos industrializados e em salgadinhos) 
  • leite e seus derivados também parecem piorar a condição.
  • Alimentos gordurosos
  • Aspartame (adoçante artificial)

Estes alimentos nãos servem de diagnóstico, porém, há vários estudos apontando para um maior agravo da incapacidade, quando consumidos. Não obstante, além de avaliar a exclusão de alimentos que servem de gatilhos, é necessário enfatizar que existem outros fatores que também podem contribuir de forma negativa. 

Por exemplo, os estudos sugerem que a desidratação é um fator importante, e pode gerar agravo nas crises de enxaqueca. Além disso, o jejum realizado por tempo prolongado também parece exercer influência negativa nesses pacientes. Ou seja, como visto anteriormente, pessoas que apresentam crises de enxaqueca não possuem um padrão específico em relação a sintomas ou nível da dor. E é por isso, que a avaliação deve ser feita de maneira individualizada, para que não haja exclusões e/ou mudanças desnecessárias. 

Mudanças na alimentação

Considerando a influência dos fatores dietéticos neste distúrbio, o papel da nutrição parece ser crucial para possibilitar uma redução considerável nas queixas que são apresentadas por estes pacientes. Tendo em vista o fato de que, as evidências correlacionam a alimentação com a frequência, intensidade e duração das dores incapacitantes, mudar os hábitos alimentares e o estilo de vida como um todo parece ser o melhor caminho para o alívio das crises. 

No mais, ajustes individuais devem ser realizados por um profissional nutricionista, o qual irá avaliar a melhor estratégia a ser utilizada de modo a promover resultados positivos, no avanço contra a enxaqueca. Um controle no consumo de carboidratos de alto índice glicêmico, consumo de gorduras saturadas, estratégias que melhorem a qualidade do sono, e ajustes de hidratação são um dos passos citados pelas evidências como protocolos de tratamento nutricional.

A suplementação de magnésio também tem sido apontada como agente redutor de dores de cabeça incapacitantes, por vários estudos.  No entanto, é importante ressaltar que, a suplementação deve ser feita em casos de déficits nutricionais, não havendo quaisquer benefícios no uso sem que haja depleção deste mineral nos níveis sanguíneos. 

Ou seja, pessoas diagnosticadas com enxaqueca devem procurar um profissional nutricionista para elaborar condutas mais assertivas, que visem beneficiar o paciente, quer seja por meio de exclusões alimentares e controle de macronutrientes, ou por meio de uma suplementação alimentar individualizada, considerando sempre o estado nutricional.

Referências utilizadas:

https://doi.org/10.3390/nu12092660

doi: 10.2147 / NDT.S282565

  doi:  10.1111 / head.13836

Nutricionista: Eula Sena – CRN5: 14455

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E-mail de Contato: nutricionistaeulasena@gmail.com

*O texto é de inteira responsabilidade do(a) autor(a) e não reflete a opinião da empresa. O blog é aberto caso outro(a) profissional queira escrever um contraponto.

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