Nutrição na doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer (DA) é uma das demências mais comuns no mundo, chegando a 70% dos casos de doenças. Ela se caracteriza como uma síndrome neurodegenerativa que leva à perda das funções cognitivas (memórias, pensamentos e linguagens) e ocasiona comprometimento progressivo das atividades do dia-a-dia.

A doença progride com o passar do tempo e ainda não existe nenhuma intervenção cirúrgica que possa prevenir o seu aparecimento ou curá-la. Mas vários estudos têm relacionado a alimentação à diminuição do risco de desenvolver a DA.

Um dos fatores com importante evidência para a saúde dos neurônios é o fornecimento de nutrientes necessários à manutenção do normal funcionamento do cérebro.

Os principais nutrientes associados à prevenção da DA são as vitaminas do complexo B, vitaminas C, K,D e E, ômega 3 e selênio.

Os mecanismos de proteção destes nutrientes à demência e ao retardo do declínio cognitivo estão associados ao seu poder antioxidante, papel no funcionamento dos neurotransmissores, diminuição dos níveis de homocisteína entre outros, ou seja, pode-se dizer que muitos nutrientes e alimentos podem contribuir com a redução da incidência da DA. Porém, vale lembrar que este consumo deverá acontecer ao longo da vida e que deve estar associado à alimentação saudável.

O ideal é o indivíduo com Alzheimer, a sua família e o seu cuidador serem acompanhados por uma equipe multidisciplinar, incluindo o nutricionista, visto que a má nutrição associada a dificuldades alimentares e comportamentos alimentares aversivos é bastante freqüente. Assim, podem estabelecer uma intervenção nutricional adequada, adaptada e personalizada, tendo em conta as necessidades nutricionais, a condição clínica, os hábitos alimentares, as crenças e a cultura dos indivíduos com a doença e também dos seus cuidadores.

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Rafael Soares

Nutricionista-CRN 16412

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