Passo a passo: como montar um plano alimentar para seu paciente

As abordagens de nutricionistas podem ter diferentes estratégias, e a estruturação delas muitas vezes requer mais tempo que o profissional dispõe. A rotina de consultório é corrida e um bom profissional deve zelar e se dedicar para que os pacientes sempre sigam no caminho certo a fim de conquistar seus objetivos.

Sabendo disso, a seguir você poderá conhecer um passo a passo para montar um plano alimentar para seu paciente, de forma eficiente e simples. Acompanhe!

Objetivos

Para estruturar um plano alimentar, é imprescindível que o profissional questione ao paciente sobre o seu objetivo no tratamento. A busca do acompanhamento pode ter diferentes causas e é a partir delas que o nutricionista vai começar a conhecer cada paciente.

Tratamento para obesidade, definição, hipertrofia ou distúrbios alimentares são as principais causas para a orientação de reeducação alimentar, mas ainda é possível se deparar com propostas de planos alimentares para retardar ou tratar doenças crônicas e seus sintomas, como doenças cardíacas, diabetes e muito mais. Por isso, a capacitação deve ser provada a partir dessa versatilidade.

Rotina

A possibilidade de ter sucesso com um plano alimentar inadequado à rotina do paciente é mínima. Por isso, vale a pena montar os horários das refeições de acordo com as atividades diárias da pessoa. Durante a consulta, tente perguntar se ela estuda, trabalha ou se tem fácil acesso à alimentação saudável ou não. Essas são perguntas importantes que podem determinar o tipo de refeição acessível ao perfil de cada um.

Nesse sentido, preparar as refeições requer um planejamento. Então, busque compreender as circunstâncias que facilitarão a alimentação, permitindo que as porções sejam preparadas diária ou semanalmente, e consumidas nos horários recomendados. Isso proporciona uma nutrição equilibrada e contínua.

Nutrientes

Eles são os responsáveis pela busca da alimentação como apoio para prevenção e tratamento de doenças. Como um bom profissional, é importante propor um plano alimentar equilibrado e com alimentos de diferentes grupos alimentares.

É comum alguma escolha ir contra o paladar, então é importante escutar os pacientes com atenção para identificar seus gostos e ajustar os alimentos certos e completos, visando boa receptividade perante as propostas feitas durante as consultas.

Registros

Deve-se admitir que, com os inúmeros pacientes, memorizar todos os planos alimentares, objetivos e demais informações é uma tarefa um tanto quanto difícil. Para garantir acesso rápido e simples, tente planejar fichas bastante objetivas e que sintetizem todas as informações necessárias para as futuras consultas.

Para contribuir com os registros de pacientes, esses encontros podem ser norteados com o auxílio de um software de nutrição, em que são arquivadas fichas individuais para cada pessoa. Nesse espaço, o profissional pode inserir informações pertinentes a fim de otimizar o tempo e a qualidade das consultas.

Os registros são a melhor forma de aperfeiçoar o tempo de suas consultas e demonstrar para seus pacientes que tudo o que foi dito ou feito anteriormente está documentado.

Individualidade

As orientações para recomendar alimentação saudável são muito semelhantes, mas é importante reconhecer que os metabolismos e estilos de vida são únicos e determinantes para a conquista dos resultados nos tratamentos.

Portanto, busque sempre atender a todas as necessidades de cada paciente. O nutricionista deve utilizar as diretrizes descritas acima para beneficiar o seu dia a dia de trabalho e facilitar a preparação do melhor plano alimentar, tornando os resultados sempre possíveis diante das metas determinadas.

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Avaliações nutricionais

Para obter resultados verdadeiramente eficientes, é necessário que o nutricionista verifique a situação nutricional do seu paciente. Para isso, faça uma avaliação sobre a ingestão de nutrientes antes de começar a montar o seu plano alimentar.

Nesse caso, investigue a história alimentar do indivíduo:

  • saiba como ele se alimenta em seu cotidiano;
  • quais os alimentos que mais consome;
  • as doenças familiares hereditárias;
  • se já tentou algum tipo de tratamento para emagrecimento ou ganho de peso;
  • se utiliza algum tipo de medicamento;
  • se apresenta possíveis alergias ou intolerâncias, como ao glúten ou à lactose.

Todos esses questionamentos são de extrema relevância para evitar qualquer tipo de reação adversa que possa impactar no tratamento adequado do seu paciente.

Contexto familiar

É muito importante levar em conta o contexto familiar do paciente para reconhecer possíveis problemas que talvez afetem o plano alimentar do indivíduo.

Contudo, nem só a genética da família contribui para o estado de saúde da pessoa. O costume de comer certos tipos de alimentos ou até mesmo os conflitos pessoais podem desencadear distúrbios alimentares ou atrapalhar o sucesso do plano alimentar proposto.

Por isso, verifique com seu paciente os hábitos alimentares da família e como é a sua relação com eles. Nesse caso, a pessoa precisará que todos que morem junto consigo cooperem com o seu novo estilo de vida e alimentação.

Proponha que seu cliente exponha seu objetivo para toda a família e peça a compreensão de todos — quem sabe os familiares também se sintam motivados e possam aderir a um estilo de vida mais saudável? Os conflitos devem ser bem administrados e, se necessário, o seu paciente deve buscar o auxílio de outros profissionais que tratam diretamente desses assuntos.

Calorias

Para uma pessoa perder peso ela deve gastar mais energia do que consome, certo? Porém, essa energia não deve ser mensurada apenas na contagem das calorias. O que deve ser levado em conta é também a qualidade dos alimentos ingeridos.

Dessa forma, um bom plano alimentar precisa ser baseado na ingestão de alimentos ricos em nutrientes e que promovam saciedade por mais tempo no organismo da pessoa.

Por isso, incluir grãos e frutas oleaginosas, como as castanhas e o abacate, é de suma importância. Eles podem até ter um índice calórico alto, entretanto, oferecem nutrientes importantíssimos como o selênio e o potássio, além de deixarem o organismo saciado por um período considerável.

Um outro exemplo que acontece muito com pessoas que estão em tratamento é a troca do refrigerante comum e de sucos por bebidas que têm zero calorias. O refrigerante zero é menos calórico, porém, não oferece nenhum tipo de benefício para o corpo humano.

Assim, é mais vantajoso a pessoa ingerir o suco natural de frutas do que o refrigerante zero. É bom que fique bem claro para seu paciente que essas trocas devem ser saudáveis. Por isso, não é recomendável que a pessoa conte as calorias e, sim, substitua alguns alimentos por opções mais nutritivas.

A missão de montar um bom plano alimentar é muito simples quando sabemos exatamente quais estratégias adotar. Então, não deixe de considerar todas as nossas dicas para entregar propostas alimentares cada vez melhores e mais eficientes para o tratamento de seus pacientes!

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