O avanço da nutrição no diabetes

Diabetes mellitus é uma doença em que o metabolismo da glicose está alterado por conta da redução na produção de insulina ou da ineficiência de atuação do hormônio. Produzido pelo pâncreas, a insulina tem a sua função de levar as moléculas de glicose para dentro das células que servirá de energia para o corpo. A doença pode ter várias origens:

Origens da diabetes

  • Diabetes tipo 1 – pâncreas produz muito pouco ou nada de insulina. Atinge crianças e adolescentes e necessita de insulina constante para sobrevivência e é uma doença genética.
  • Diabetes tipo 2 – o pâncreas para de produzir ou produz pouca insulina, ou mesmo as células se tornam resistentes ao hormônio. Acomete frequentemente as pessoas acima de 40 anos e é causada por hábitos alimentares e de vida inadequados.
  • Diabetes gestacional – pode ocorrer durante a gravidez e é basicamente provocada pelo excesso de peso da gestante.
  • Diabetes em outras situações – causada por uso de certos medicamentos, pancreatite alcoólica, etc.

Autoridades da área de saúde no mundo inteiro alertam para o crescente número de casos da doença no mundo, por ser crônica e que pode causar sérias (e caras) complicações. Para termos uma ideia, a cada 7 segundos, 1 pessoa morre no mundo por conta do diabetes. O continente europeu tem uma população de aproximadamente 910 milhões de habitantes. Destes, 54 milhões são diabéticos (1 em cada 13 habitantes). Só nos Estados Unidos esse número é de 25 milhões de pessoas convivendo com a doença, e no Brasil os dados de 2014 mostram que somos quase 12 milhões no país.

Como tratar o diabetes?

O tratamento do diabetes pode ser gerido por uma alimentação saudável, atividade física regular, junto com medicamentos que reduzam os níveis de glicose no sangue. Também é essencial reduzir os fatores de risco para doenças cardiovasculares: pressão arterial elevada, alto consumo de gorduras e cigarro. É importante que o próprio paciente volte a atenção para evitar esses aspectos que o ajudam a manter a saúde, mesmo com a doença.

Diabéticos tipo 2 podem controlar sua glicose no sangue seguindo um plano de refeição saudável e um programa de atividade física regular, perder o excesso de peso e administrar medicamentos. Estes devem ser incluídos sob orientação de um médico que poderá avaliar no futuro se é necessário continuar com a medicação ou não. Muitos indivíduos com diabetes tipo 2 podem ter de fazer uso de insulina para controlar a glicose. Um dos fatores mais importantes do controle da doença é a redução do risco de desenvolver complicações típicas do diabetes nos olhos, nervos e rins.

O cardápio de um diabético que se trata com medicamentos e aderiu a todos os aspectos que diminuem o risco de complicações deve ser sempre modificado, pois se por conta da dieta e dos exercícios sua glicose começa naturalmente a baixar, os medicamentos podem potencializar a hipoglicemia, podendo levar a consequências mais graves como convulsões, inconsciência ou até mesmo à morte. Idosos com diabetes tipo 2 e crianças com diabetes tipo 1 tem risco particularmente elevado para hipoglicemia.

Pré-diabetes

Pré-diabetes é uma condição na qual os indivíduos têm níveis de glicose ou hemoglobina A1C arterial elevada, mas não elevada o suficiente para ser classificada como diabetes. Claramente, pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver o diabetes tipo 2 e doença cardiovascular, mas nem todos evoluem para a doença em si. Daí vem a importância da prevenção. O estilo de vida saudável favorece a perda de peso e isso inclui aumento da atividade física e mudanças na alimentação.

Pesquisas mostram que a maioria esmagadora das pessoas diabéticas tipo 2 chegou a essa situação devido a uma dieta estilo ocidental, com muitos carboidratos refinados e produtos industrializados. Assim, incentivar o paciente, principalmente o pré-diabético, a mudar os hábitos é e será por um bom tempo a melhor estratégia para conter o avanço dessa doença.

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Fonte:                                                                                                                                                                                              

International Diabetes Federation, 2014.

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