Lista de alimentos ricos em proteína para incluir na sua rotina diária

Os alimentos ricos em proteína fazem parte de uma alimentação equilibrada e desempenham funções importantes em diferentes fases da vida. Por exemplo, eles participam da formação e manutenção dos músculos, contribuem para a produção de enzimas, hormônios e anticorpos, além de favorecerem a saciedade após as refeições.

No entanto, apesar da crescente popularidade da dieta da proteína e dos diversos suplementos proteicos no mercado, a maior parte da população já consome quantidades adequadas desse nutriente. 

Contudo, um dos maiores desafios costuma estar na qualidade da alimentação e na variedade das escolhas feitas ao longo do dia, e não apenas no aumento da ingestão de proteínas.

A seguir, você encontrará quais são os principais alimentos ricos em proteína, bem como a diferença entre proteínas de origem animal e vegetal e descobrirá como distribuí-las ao longo do dia para aproveitar melhor seus benefícios.

O que são proteínas e por que elas são importantes?

As proteínas são macronutrientes formados por aminoácidos, estruturas fundamentais para o funcionamento do organismo. Nesse sentido, elas participam do(a):

  • crescimento dos tecidos;
  • manutenção da massa muscular;
  • recuperação após lesões;
  • produção de hormônios, enzimas e células do sistema imunológico.

Porém, isso não significa que todas as pessoas devam consumir grandes quantidades de proteína. As necessidades proteicas diárias variam conforme fatores como sexo, idade, estado de saúde, composição corporal, rotina de exercícios e objetivos nutricionais, tornando a individualização um aspecto importante do planejamento alimentar.

Vale mais a pena consumir proteína animal ou vegetal?

Nesse contexto, as proteínas de origem animal, encontradas em carnes, ovos, peixes, leite e derivados, apresentam elevada digestibilidade e fornecem todos os aminoácidos essenciais em quantidades adequadas. Por isso, são consideradas proteínas de alto valor biológico.

Já as proteínas vegetais estão presentes em alimentos como feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, soja, castanhas e sementes. Embora algumas fontes vegetais apresentem menor quantidade de determinados aminoácidos essenciais, uma alimentação variada permite complementar esses nutrientes naturalmente ao longo do dia.

Nesse sentido, tanto as proteínas de origem animal quanto as de origem vegetal podem fazer parte de uma alimentação equilibrada e saudável. 

Dessa forma, em vez de escolher apenas um grupo, a melhor estratégia costuma ser combinar diferentes fontes de proteína, respeitando preferências alimentares e as necessidades individuais.

Confira a tabela completa de alimentos ricos em proteína

Sendo assim, para facilitar suas escolhas no dia a dia, preparamos uma tabela baseada na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA) com diversos alimentos ricos em proteína, incluindo opções de origem animal e vegetal.

Ela pode servir como um guia rápido para comparar alimentos, variar o cardápio e montar refeições mais equilibradas de acordo com sua rotina alimentar.

Origem animal
Alimento (100g)Proteína (g)Lipídios (g)Carboidratos (g)
Ovo de galinha inteiro cozido10,48,701,38
Leite de vaca integral UHT2,353,047,16
Iogurte natural4,022,434,76
Queijo minas frescal15,918,63,02
Queijo prato24,227,60,20
Carne bovina patinho grelhado36,07,500
Carne bovina contrafilé sem gordura grelhado30,620,10
Filé Mignon sem gordura grelhado32,98,830
Peito de frango sem pele grelhado32,12,450
Coxa de frango sem pele cozida26,85,850
Lombo suíno assado35,76,400
Tilápia cozida22,22,070
Salmão grelhado26,0614,40
Atum em conserva em óleo26,24,101,37
Origem Vegetal
Alimento (100g)Proteína (g)Lipídios (g)Carboidratos (g)
Feijão carioca cozido4,770,5415,3
Feijão preto cozido4,480,5414,0
Lentilha cozida7,30,4619,6
Grão-de-bico cozido7,531,8620,8
Grão de ervilha cozido7,450,5817,2
Soja cozida11,35,318,44
Semente de chia16,530,742,1
Semente de linhaça14,132,343,3
Semente de gergelim21,250,421,6
Amêndoa21,249,921,5
Castanha de caju18,243,930,2
Castanha do Brasil14,563,515,1
Noz1459,418,4

Fonte: Adaptado de TBCA (2025).

Como distribuir os alimentos ricos em proteína ao longo do dia?

Mais importante do que concentrar toda a proteína em apenas uma refeição é distribuí-la ao longo do dia. Isso porque, essa estratégia favorece o aproveitamento do nutriente pelo organismo e contribui para a manutenção da massa muscular.

Por isso, vale a pena incluir uma boa fonte proteica no café da manhã, almoço, jantar e, quando necessário, nos lanches intermediários.

Dessa forma, essa distribuição também pode favorecer a saciedade entre as refeições, ajudando algumas pessoas a controlar melhor o consumo alimentar ao longo do dia.

No entanto, naturalmente, a quantidade ideal dependerá das necessidades individuais. Quem pratica exercícios físicos regularmente, está em fase de crescimento, envelhecimento ou possui alguma condição clínica específica pode apresentar demandas diferentes, reforçando a importância do acompanhamento nutricional.

Como combinar proteínas com outros alimentos?

Embora a proteína receba bastante destaque nas redes sociais, o seu consumo deve fazer parte de um padrão alimentar equilibrado, saudável e adequado às necessidades individuais.  

Isso porque uma alimentação de qualidade depende da combinação de diferentes nutrientes, cada um com funções específicas e igualmente importantes para o organismo. 

Os carboidratos, por exemplo, são macronutrientes que fornecem energia para as atividades diárias e para o exercício físico. Por outro lado, as gorduras participam da produção hormonal e da absorção de vitaminas. 

Além disso, as frutas, verduras e legumes fornecem fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos que complementam a qualidade da alimentação e contribuem para a manutenção da saúde.

Ademais, outro benefício está na combinação entre as opções de proteínas vegetais em uma mesma refeição. Isso acontece porque, os cereais e leguminosas, por exemplo, apresentam perfis de aminoácidos diferentes, mas que se complementam nutricionalmente. Aliás, um exemplo bastante conhecido é a combinação de arroz com feijão, presente tradicionalmente na alimentação brasileira.

Portanto, pensar apenas na quantidade de proteína consumida pode limitar a qualidade da alimentação. Afinal, quanto maior a diversidade de alimentos in natura e minimamente processados presentes no cardápio, maiores tendem a ser os benefícios para a saúde.

Quais são os erros mais comuns ao aumentar o consumo de proteínas?

Atualmente, a busca por alimentos ricos em proteína fez crescer o interesse por suplementos, receitas hiperproteicas e dietas restritivas. Entretanto, algumas condutas merecem atenção.

Isso porque um erro frequente é acreditar que consumir proteína em excesso resultará automaticamente em maior ganho de massa muscular. Em vez disso, o crescimento muscular depende também do treinamento adequado, da ingestão energética, do descanso e das necessidades individuais.

Outro equívoco é substituir diversos alimentos naturais por produtos industrializados apenas porque apresentam alto teor proteico. Isso porque muitos desses produtos podem conter quantidades elevadas de sódio, gorduras e/ou aditivos, características que também precisam ser avaliadas durante a escolha alimentar.

Além disso, indivíduos com algumas condições clínicas, como doença renal, devem seguir recomendações específicas definidas pelo nutricionista e pelo médico, já que a necessidade proteica varia conforme cada quadro de saúde.

Nesse sentido, embora a proteína seja um nutriente essencial para a saúde e desempenhe um papel importante na manutenção da massa muscular, ela não deve ser encarada como a única prioridade da alimentação. 

Sempre que possível, a orientação de um nutricionista é fundamental para ajustar a ingestão proteica às necessidades e aos objetivos de cada pessoa. 

O que entendemos sobre os alimentos ricos em proteína?

Os alimentos ricos em proteína ocupam um papel importante na alimentação porque contribuem para a manutenção da massa muscular, participam de diversos processos do organismo e ajudam na composição de refeições mais equilibradas.

Entretanto, o consumo desse nutriente deve ser analisado dentro do contexto da alimentação como um todo.

Caso exista dificuldade para organizar as refeições ou atingir a ingestão adequada de proteínas, contar com o acompanhamento de um nutricionista faz toda a diferença. Além de calcular as necessidades individuais, esse profissional pode elaborar um plano alimentar personalizado e adaptado à rotina de cada paciente.

Referências:

FENNER, Dra Natália. A Influência da Proteína na Glicemia. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível: <https://diabetes.org.br/a-influencia-da-proteina-na-glicemia/>.

LONNIE, Marta; HOOKER, Emma; BRUNSTROM, Jeffrey; et al. Protein for Life: Review of Optimal Protein Intake, Sustainable Dietary Sources and the Effect on Appetite in Ageing Adults. Nutrients, v. 10, n. 3, p. 360, 2018. Disponível em:<https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5872778/> . 

Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Universidade de São Paulo (USP). Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC). Versão 7.3. São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.tbca.net.br/

MOREIRA, Ana Paula Boroni; ALFENAS, Rita de Cássia Golçaves ; SANT’ANA, Luciana Ferreira da Rocha. Evolução e interpretação das recomendações nutricionais para os macronutrientes. Rev Bras Nutr Clin, v. 27, n. 1, p. 51–59, 2012.

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