Whey Protein – Aplicabilidades clínicas e no esporte

As proteínas do soro do leite, conhecidas como “whey protein” são obtidas da porção aquosa do leite gerada pelo processo de fabricação de queijos. A whey protein se destaca pelo seu alto teor de aminoácidos essenciais, especialmente os de cadeia ramificada (BCAA), o que a torna uma proteína de alto valor biológico. O outro destaque fica por conta da sua alta digestibilidade e cinética de absorção em comparação com outras fontes proteicas, elevando os níveis plasmáticos de aminoácidos rapidamente após a ingestão, especialmente do aminoácido leucina, o mais importante no que tange ao estímulo à síntese proteica e à hipertrofia muscular.

Basicamente, são comercializados três tipos de whey protein:

  • Whey Protein Concentrate (WPC): passa por um processo mínimo de filtração, resultando em menor concentração de proteínas e maiores teores de carboidrato (lactose) e gordura;
  • Whey Protein Isolate (WPI): contém cerca de 90% de proteína em sua composição, com gordura e lactose em mínimas quantidades ou até mesmo ausentes, ideal para intolerantes à lactose;
  • Whey Protein Hydrolyzate (WPH): passa pelo processo de hidrólise, que quebra a proteína em partículas menores (os peptídeos), facilitando a absorção, além de apresentar baixo potencial alergênico, sendo, portanto, ideal para indivíduos com algum grau de comprometimento do trato digestivo e alérgicos à proteína do leite de vaca.

No meio esportivo os benefícios já estão mais do que estabelecidos: auxilia na síntese proteica muscular e no processo de hipertrofia, na recuperação pós treinamento e na redução da adiposidade, proporcionando definição muscular e melhor composição corporal.

No emagrecimento, pode ajudar a preservar a massa muscular durante o processo, além de contribuir para a regulação do peso corporal através do alto poder sacietógeno da proteína, o que reduz a ingestão alimentar de curto prazo, mecanismo relacionado, dentre outros fatores, à indução da secreção de hormônios envolvidos na saciedade, como CCK, GLP-1, PYY e redução da síntese de grelina, o hormônio da fome.

Outros benefícios estão sendo cada vez mais relatados no meio científico, tais como efeito anti-hipertensivo, antimicrobiano e antioxidante, associados a seus componentes com propriedade funcional como os peptídeos bioativos e imunoglobulinas, exercendo efeitos fisiológicos benéficos à saúde.

Por fim, vamos aos questionamentos mais comuns em torno do whey protein:

  1. A suplementação de whey é imprescindível para gerar hipertrofia? Não, se você garantir, através da alimentação, a ingestão proteica diária recomendada para hipertrofia muscular (1.6 a 2,0 g/kg/dia).
  2. Quem pode se beneficiar da suplementação? Indivíduos com rotina intensa e que precisam de praticidade e/ou cuja ingestão proteica diária esteja abaixo do recomendado para seu objetivo.
  3. Whey hidrolisado gera mais resultado do que os demais? Não. Estudos recentes mostram que a velocidade de absorção não interfere no ganho de muscular a longo prazo. Importante mesmo é garantir a ingestão proteica diária dentro das recomendações para hipertrofia.
  4. Afinal, qual o melhor tipo de whey? Aquele que o seu bolso pode pagar.

Quer utilizar whey protein? Procure um nutricionista para avaliar a real necessidade dessa suplementação.

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Luana Miranda

Nutricionista Clínica e Esportiva

CRN 14037/P

Instagram: @nutriluanamiranda

E-mail: nutriluanamiranda@gmail.com

 

*O texto é de inteira responsabilidade do(a) autor(a) e não reflete a opinião da empresa. O blog é aberto caso outro(a) profissional queira escrever um contraponto.

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