A importância de comer devagar, consciente e mastigar bem

Estamos em uma época de rapidez, em que fazemos tudo com pressa, correndo, e  tudo a nossa volta precisa ser imediato. Assim, realizamos as tarefas o quanto antes. Porém, essa agilidade, que pode interessante nas tarefas diárias, na hora da refeição é um erro gravíssimo.  Aliás, comer devagar e de forma consciente é super importante.

Temos uma preocupação exagerada com a escolha dos alimentos, mas, como vamos comer é tão importante quanto o a comida. Automaticamente, desenvolvemos uma forma de nos alimentar inconsciente . Desse modo, engolimos os alimentos ao invés de apreciá-los. O problema é que, com essa rapidez, o nosso corpo não reconhece a saciedade e comemos cada vez mais, porque não paramos sequer para respirar. 

Não precisamos ter pressa para realizar uma refeição. Mastigue cada garfada de modo que seja possível inspirar e respirar antes de engolir, pelo menos 4 vezes. Assim contribuímos com o melhor aproveitamento pelo nosso organismo e assim, estimulando a saciedade, e evitamos os exageros. 

Quando mantemos a atenção plena no agora, ou seja, na hora comida, não ficamos reféns de nossos hábitos e percebemos mais as opções. Ou seja, sentidos, ganhamos equilíbrio, compreensão e autoconfiança. É preciso parar, sintonizar-se, e se interessar pelo que é realmente importante para você.  

Quando não temos consciência da nossa fome real, a tendência é comer cada vez mais, quando o necessário é o inverso: comer cada vez menos.  

Mas quais são os fatores que influenciam nossos hábitos alimentares? 

  • Código Genético: comer de forma consciente, nos dá a possibilidade de escolhermos alimentos saudáveis, apesar de não podermos mudar a base de nossa estrutura física, podemos chegar a um peso ideal e equilibrado, de apreciação e respeito pelo nosso corpo. 
  • Recompensa e castigo: tendemos a viver em uma disputa interna entre eu devo e eu não devo. No entanto, a mente que diz não devo é a mesmo que diz eu devo. Em vez de prolongar esse conflito, podemos nos distanciar e sermos testemunhas de nossos sentimentos. Deixamos de ser reféns deles. 
  • A adolescência:  é uma fase muito importante de nossa vida. Ficamos muito conscientes de nosso volume corporal e de nossos hábitos alimentares. Porém, não podemos ficar parados no tempo, podemos recomeçar. Trocando histórias e sentimentos por nossas necessidades de agora. 
  • Emoções: no ocidente, grande parte das pessoas comem em resposta a uma emoção, no piloto automático, reagindo a sinais do cérebro ou a carência da mente. O comer pleno te traz para o agora, evitando os excessos alimentares. 
  • Sedentarismo: Vivemos num mundo sedentário. Cada dia mais produtos são entregues em nossas casas, o que nos permite sermos menos ativos.  Pesquisas mostram que para manter a saúde é importante caminhar por exemplo pelo menos 15 minutos por dia. Exercícios físicos são um dos melhores recursos para conquistarmos nossos ideais de peso, forma física e aparência. 
  • Vícios: experimentamos o poder de uma dependência quando sentimos a compulsão de comer algo. Outro fator determinante de dependência é a indústria alimentícia, o interesse econômico. 
  • Bebida alcoólicas: a bebida alcoólica tem a capacidade de descarrilhar qualquer tentativa de mudar o corpo ou o peso. É uma das fontes mais ricas em calorias e pobres em valor nutricional.  É preciso moderar no consumo. 
  • Pressão social e preguiça: ter sempre a consciência das consequências de sua escolha. 
  • Sono: o sono pode afetar o peso e os hábitos alimentares. Quando dormimos pouco, o estoque de gordura no corpo aumenta e quando sentimos sono durante o dia, ficamos propensos a querer alimentos ricos em açúcar. 
  • Estresse: em situações de estresse, a mente se torna reativa em vez de expansiva. O cortisol aumenta o hormônio do estresse, afeta a digestão, aumenta o desejo de comer, exerce importante papel no aumento do peso, destrói a massa muscular e acumula a gordura.

Dez dicas para o comer consciente como estilo de vida: 

  1. Escute seu corpo, coloque no prato apenas o suficiente para satisfazer a fome do corpo em vez de tentar suprir o desejo da mente. 
  1. Use pratos menores, pois a sensação de saciedade esta associada ao tamanho relativo das porções. 
  1. Seja flexível quando comer fora, os cardápios dos restaurantes geralmente procuram estimular os clientes a comer o máximo possível. 
  1. Deixe as travessas na cozinha, pois pessoas comem mais depressa se as travessas estiverem à vista. 
  1. Limite-se a comer, durante as refeições, sem estar envolvido em outra atividade, como assistir televisão. 
  1. Conheça os tamanhos das porções, se ficar mais consciente do tamanho das porções e talvez até mesmo, seguir as quantidades recomendadas de certos alimentos, podem ajudar a não cair em armadilhas. 
  1. Coma menos, com mais frequência, tente manter um nível estável de açúcar no sangue e um nível moderado de saciedade. 
  1. Abra as  refeições com uma salada, dessa forma não sentirá a mesma necessidade para alimentos mais saborosos e calóricos. 
  1. Beba água antes da refeição, quinze minutos antes, para a sede não ser confundida com fome.  
  1. Faça compras sensatas, faça escolhas saudáveis. Cuidado para as compras em grandes quantidades e com as porções quando comer. 

Comer de forma consciente não é fugir do que se costuma fazer, mas ficar mais consciente do que se faz. 

Sobre o autor

nutricionista anny schiper
Nutricionista Anny Schiper https://dietbox.me/pt-BR/annyschiper

Nutricionista: Anny Schiper - CRN:3277887 Pós-graduada em Prescrição de Fitoterápicos e Suplementação Nutricional Clínica e Esportiva. Foco em reeducação alimentar, emagrecimento e performance. Instagram.com: @annyschiper

* O texto é de inteira responsabilidade do(a) autor(a) e não reflete a opinião da empresa. O blog é aberto caso outro(a) profissional queira escrever um contraponto.

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