Nutrição e saúde óssea

O osso é um tecido dinâmico que passa por remodelações constantes durante a vida, são estruturas fundamentais responsáveis para sustentar o corpo, auxiliar na locomoção, proteger órgãos vitais contra lesões, além disso, forma um reservatório de cálcio, magnésio, fósforo e outros íons essenciais às funções homeostáticas. A abordagem nutricional para alcance de massa óssea máxima requer dieta balanceada e ingestão calórica adequada. Por isso, a seguir, abordamos a relação entre nutrição e saúde óssea.

Pacientes com alto percentual de gordura corpórea têm um risco elevado de osteopenia, osteoporose e fraturas osteoporóticas. A gordura por sua vez pode reduzir a absorção intestinal de cálcio e, possivelmente, elevar a excreção renal. 

O sistema de formação e reabsorção óssea torna-se desgastado ao longo dos anos, resultando em perda de tecido ósseo e aumento da gordura marrom. Dietas hiper lipídicas podem exacerbar este desgaste por inibição da formação de osteoblastos maduros e aumento da adipogênese. 

A relação entre nutrição e saúde óssea

Doenças como anorexia e bulimia nervosa relacionam-se frequentemente com osteopenia, osteoporose e maior vulnerabilidade para fraturas. A perda óssea que ocorre em pacientes de baixo peso está ligada à deterioração do colágeno formador da matriz orgânica óssea, bem como ao gradual desequilíbrio com o processo de remodelação. A densidade óssea começa a diminuir gradualmente em ambos do sexo, mas a perda aumenta muito em mulheres após os 50 anos ou na menopausa. Uma mulher que chega aos 80 anos terá uma perda de até 50% de massa óssea.

Pacientes obesos submetidos a dietas com perda de peso acentuada tem a saúde óssea em risco, devido a restrição de alimentos e cálcio. Para minimizar ou evitar a perda óssea a ingestão de cálcio está associada com elevada ingestão proteica e atividade física. Entretanto, pesquisas adicionais serão necessárias para melhor elucidar os mecanismos que influenciam a densidade e qualidade óssea de vários locais vulneráveis a fraturas, durante a perda de peso.

A saúde óssea depende diretamente da ingestão regular de cálcio em todas as fases da vida isso aumentaria o pico de massa óssea e reduziria o risco de osteoporose ao longo dos anos. Necessidades dietéticas variam nos estágios da vida, sendo maiores durante o rápido crescimento de crianças, adolescentes, gestação, lactação e envelhecimento. 

Alguns produtos lácteos são utilizados na prevenção da osteoporose, além de serem fontes de cálcio de elevada disponibilidade, são ainda fontes de proteínas, lipídeos, sódio, potássio, fósforo, zinco, vitaminas A e B, contendo também componentes funcionais, como a proteína básica do leite.

Ingestão de frutas e vegetais pode equilibrar o excesso de ácidos gerados por dietas hiper proteicas, como resultado da promoção de bases do potássio. A ingestão de potássio de fontes dietéticas pode influenciar positivamente os marcadores de saúde óssea, contribuindo, assim, para redução da osteoporose.

A vitamina K funciona como cofator na carboxilação de várias proteínas ósseas. A deficiência dessa vitamina pode reduzir a densidade de massa óssea e elevar o risco de osteoporose e fraturas osteoporóticas. Suas formas naturais, a K1 (filoquinona) e K2 (menadiona), são consideradas protetores potenciais contra a incidência da osteoporose. O consumo adequado dos nutrientes envolvidos no metabolismo ósseo pode prevenir ou reduzir a incidência de doenças ósseas. A importância de alguns desses nutrientes encontra-se bastante fundamentado na literatura pertinente e estão dentre os mais conhecidos, como sendo essenciais para a estrutura e o metabolismo ósseo.

Nutricionista: Amanda Barbosa Neto – CRN: 42852

Instagram: @amandab.neto

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*O texto é de inteira responsabilidade do(a) autor(a) e não reflete a opinião da empresa. O blog é aberto caso outro(a) profissional queira escrever um contraponto.

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